É impressionante (para não dizer cômico) o esforço do Instituto Seta, liderado por um militante de esquerda, para tentar transformar o secretário de Fátima Bezerra, Cadú Xavier, em uma espécie de “salvador da pátria” na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte. Na última pesquisa divulgada, Cadú aparece milagrosamente em segundo lugar — um feito digno de roteiro de ficção científica, já que a candidatura do rapaz não empolga nem no próprio grupo.

O tal levantamento parece mais uma tentativa desesperada de dar algum fôlego ao nome do protegido de Fátima. Só esqueceram de combinar com o povo potiguar, que já deu sinais claros: não quer continuidade do projeto desgastado do atual governo. Fátima, aliás, além de enfrentar sérias dificuldades para emplacar o sucessor, também anda patinando na tentativa de se viabilizar para o Senado.
E como se não bastasse o exagero no empurrão a Cadú, a pesquisa ainda cometeu o ato “mágico” de sumir com Álvaro Dias. Isso mesmo: o ex-prefeito de Natal, que saiu da gestão com aprovação robusta e é um nome forte na disputa, simplesmente não apareceu entre os citados. Será medo de ver Álvaro disparando na frente? Ou seria a estratégia de quem quer “abafar” quem realmente incomoda?
No fim das contas, a pesquisa do Instituto Seta virou motivo de piada nos bastidores da política potiguar. O eleitor está atento e, por mais que tentem forçar a barra, sabe muito bem quem de fato está no páreo e quem só existe na cabeça dos militantes de plantão.


