Pacientes ostomizados do RN estão há 3 meses sem receber bolsas de colostomia e recorrem a sacolas plásticas: um retrato do descaso do governo Fátima Bezerra

Pacientes ostomizados do Rio Grande do Norte vivem um verdadeiro drama. Há pelo menos três meses, o fornecimento das bolsas de colostomia — item essencial para a sobrevivência e dignidade dessas pessoas — foi interrompido pelo Governo do Estado, sob a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT).

Sem o fornecimento regular do material, muitos estão sendo obrigados a improvisar com sacolas plásticas, expondo-se a riscos gravíssimos de infecção, feridas, dores e outras complicações de saúde. Uma realidade cruel que escancara o abandono e a negligência da atual administração com uma das populações mais vulneráveis do sistema de saúde.

A situação é alarmante. As bolsas de colostomia são dispositivos médicos indispensáveis para pacientes que passaram por procedimentos de ostomia — muitos deles em decorrência de câncer, doenças inflamatórias intestinais ou acidentes graves. Sem elas, não apenas a qualidade de vida é afetada: a vida, literalmente, fica em risco.

Além do impacto físico, há o sofrimento psicológico e emocional. “É humilhante. Me sinto descartado”, desabafa um paciente que, com medo de represálias, preferiu não se identificar. Ele relata que já teve infecção por conta do uso improvisado de sacolas de supermercado.

O fornecimento desses insumos é responsabilidade do Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP). Mas o que se vê, mais uma vez, é a ineficiência, a burocracia e o desrespeito com a vida dos cidadãos potiguares.

Enquanto a propaganda oficial pinta um cenário de avanços, na prática a população sofre. E o caso dos ostomizados é apenas mais um exemplo do caos na saúde pública do Rio Grande do Norte sob a gestão Fátima Bezerra.

É inadmissível que, em pleno 2025, cidadãos tenham que recorrer a medidas improvisadas e indignas para tentar sobreviver, enquanto o governo cruza os braços. A vida humana não pode esperar. É urgente que medidas sejam tomadas para restabelecer imediatamente o fornecimento das bolsas de colostomia e garantir o respeito à dignidade dos pacientes ostomizados.